AS AFECÇÕES DO COURO CABELUDO TRATÁVEIS COM ÓLEOS ESSENCIAIS E ARGILAS

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|  MS. Julia Nunes  | Mestre em desenvolvimento local, Aromaterapeuta com especialização em Psicossomática Contemporânea pela UGF, Esteticista docente em várias pós-graduações da área de saúde. Diretora de P&D da Bellarome Aromaterapia.

O O homem, segundo relatos históricos desde a antiguidade, é afetado pela falta de cabelos conhecida como calvície (1).

Além dos casos de calvície, algumas alterações em relação ao couro cabeludo que podem se tornar incômodas aos indivíduos, estão ligadas diretamente ao bom funcionamento das glândulas sebáceas, tais como oleosidade e seborreia.

Neste mesmo âmbito, as condições emocionais têm influência direta nos cabelos e no couro cabeludo. O estresse, um dos grandes fatores da queda de cabelo, pode fazer com que um número expressivo de folículos reduza, consideravelmente.

No ser humano, cada folículo possui seu próprio ciclo de crescimento e desenvolvimento, compreendendo três etapas: anágena, catágena e telógena (2)

No entanto, quando a fase hiperproliferativa (fase anágena), passa precocemente, para a fase de repouso (fase telógena), muitas vezes ligadas a fatores estressores, aliada ao aumento da produção de oleosidade, induzir a mecanismos inflamatórios no couro cabeludo.

Alopecia androgenética, caracterizada clinicamente pela rarefação simétrica de cabelos no couro cabeludo frontal e coroa, é uma causa importante e comum para a calvície. Como o próprio nome indica, a alopecia androgenética é resultado dos andrógenos.  As consequências são, predominantemente nos aspectos psicológicos dos pacientes, que definitivamente gera uma situação estressante para a maioria dos indivíduos (3, 4).

Em muitos indivíduos o estresse acelera o processo da calvície e, em outros, ocasiona a famosa “Pelada” (Alopecia Areata), uma condição autoimune, que apresenta uma perda de cabelos localizada e circunscrita a certas áreas do couro cabeludo ou do corpo. O aspecto mais típico da alopecia areata é a infiltração de células imunitárias em torno e dentro dos folículos pilosos ocasionando uma autoagressão contra ele. Entretanto, a queda dos cabelos/pelos, é por interrupção de sua síntese, sem que ocorra destruição dos folículos, motivo pelo qual pode ser reversível (5).

Embora o estresse seja considerado um fator de exacerbação da alopecia areata, poucos estudos confirmam essa característica (6) muito mais por dificuldades de se estabelecer estudos com essas características do que a forte relação entre seus aspectos psicossociais. Desse modo, a utilização de óleos essenciais, em tais circunstâncias, torna-se uma fermenta útil, tanto por agir nos aspectos físicos, produzindo efeitos na circulação local assim como os efeitos sobre o estresse.

Outras doenças no couro cabeludo como a Psoríase e a Dermatite Seborreica também são agravadas pelo estresse. O quadro de psoríase é caracterizado por placas grossas e intimamente aderidas ao couro cabeludo com bases avermelhadas, onde há um grande ressecamento do local na pele, além de coceira intensa. Muitas vezes, podemos perceber a presença de feridas no local, dependendo da gravidade do quadro clínico. Esta patologia não é contagiosa.

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